Redação do ENEM 2015: o que eu escreveria, se tivesse feito

Escrevi o texto abaixo como exercício de redação assim que soube do tema da redação do ENEM, “A persistência da violência contra as mulheres na sociedade brasileira“. Escrevi sem ter aceso aos textos motivadores, mas é sempre bom lembrar que não é obrigatório se basear neles ao escrever o texto. O objetivo é mostrar que sempre, sempre, sempre é possível explorar outros aspectos e revelar pontos de vistas distintos nas provas de redação, sem a necessidade de se ficar preso aos clichês politicamente corretos de uma ideologia contraditória que reclama da “cultura do estupro” e, em seguida, exige que estupradores não sejam presos, mas “encaminhados à escola”.

A ESQUERDA CONTRA AS MULHERES

Apesar dos grandes avanços nos direitos e na proteção às mulheres, trazidos ao longo dos séculos por influência do cristianismo e, posteriormente, do liberalismo, a violência contra estas continua a ser uma triste realidade dominante nas sociedades modernas.

Parte dessa violência é resultado do abandono e da rejeição dos ideais cavalheirescos medievais, de inspiração paulina, segundo os quais a proteção às mulheres contra violências e agressões é uma obrigação moral do homem, que este deve cumprir, como parte de um código de honra machista, mesmo que em prejuízo da própria vida.

A prevalência atual de um discurso de ódio contra as virtudes masculinas tem contribuído para o aumento da violência contra as mulheres, por simultaneamente proporcionar, em parte dos homens, a omissão e acovardamento diante de casos de abuso e, em outra parte, incentivar a brutalidade amoral e imoral que coloca a satisfação dos desejos sexuais acima dos obrigações de compaixão e de piedade.

Essa situação tem sido intensificada pelas ideologias e utopias esquerdistas revolucionárias dos séculos XIX e XX, que têm negado a responsabilidade individual e transferido das pessoas reais e concretas para um aparato estatal abstrato e ausente as obrigações morais para com o próximo; que têm incentivado a busca desenfreada pela satisfação dos desejos sexuais, sem limites, criando como efeito colateral um incentivo ao abuso sexual de mulheres e crianças, que podemos denominar de “cultura esquerdista do estupro”; e que, além disso tudo, têm negado às mulheres o direito de legítima defesa e de acesso a instrumentos de proteção, como as armas de fogo.

Merecem destaque também os casos de violência contra as mulheres promovidos pelos movimentos feministas, que, movidos por um ideal de masculinização das mulheres, promoveram muitos casos de esterilização forçada e em massa de mulheres em países sub-desenvolvidos e mesmo em regiões pobres de países desenvolvidos, como têm denunciado feministas modernas como Angela Franks em um livro sobre a ligação entre a vertente esquerdista do movimento feminista e os movimentos de eugenia.

Diante desse quadro, é fundamental que igrejas, intelectuais e instituições de cultura, bem como todos os interessados no tema, promovam uma revisão e rejeição dos ideais utópicos que tentam remodelar a sociedade através de uma engenharia social que tenta negar a natureza humana masculina e feminina. Deve-se promover a responsabilidade individual, especialmente a obrigação moral masculina de proteção às mulheres, além de resgatar e garantir às mulheres o direito inalienável à legítima defesa.

***

Notas: 1) O texto está um pouco longo. Precisaria ser ligeiramente reduzido para caber nas 30 linhas. 2) Também seria necessário colocar a palavra “Brasil” em alguns trechos, já que o tema não é sobre a situação geral do Ocidente, mas sobre o caso brasileiro. 3) Não fiz nenhuma dessas alterações e mantive a versão original que escrevi, uma vez que o redator no ENEM também não poderia modificar a redação posteriormente. 4) Evidentemente, os pontos apresentados no texto representam apenas parte dos motivos para a violência contra as mulheres. Há outras causas, mas não é possível apontar tudo em uma redação curta, além do mais o objetivo era mostrar outras facetas da questão, que costumam ser ignoradas pelos discursos politicamente corretos e progressistas.

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