Contra o Ciência Sem Fronteiras

Muito mais útil do que o Ciência Sem Fronteiras seria o Brasil trazer mais professores e cientistas estrangeiros para ensinar em nossas universidades.

Enviar alunos para fazer graduação no exterior é caro e beneficia os poucos alunos contemplados. Alunos que não necessariamente se tornarão cientistas e professores universitários, a beneficiar outros graduandos. Trazer cientistas estrangeiros para cá, por outro lado, beneficia todos os estudantes a quem eles darão aula, todos os bolsistas que eles orientarão e todos os pesquisadores com quem eles irão interagir em pesquisas e eventos acadêmicos.

Os Estados Unidos não se tornaram a maior potência científica do mundo enviando, com o dinheiro público, seus estudantes de graduação para passar doze meses em universidades de outros países. Tornaram-se a maior potência científica do mundo buscando os melhores cientistas dos outros países para trabalhar na América e formar mais cientistas na América.

Em um país que está quebrado por causa do cinismo e irresponsabilidade calculada de seus governantes, que torraram o dinheiro público alegremente para comprar o apoio e o voto da academia, dos sindicatos e dos bilionários, o fim do programa Ciência Sem Fronteiras não é algo tão ruim assim. O que é efetivamente ruim é que, no futuro, irão tentar ressuscitá-lo — em troca de votos.

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