Sabe por que você vai trabalhar até morrer?

Se você é jovem hoje, vai ter que trabalhar até 65 anos, 70 anos, 75 anos ou mais, sem nenhuma garantia de que receberá aposentadoria ou que, se receber, ela será suficiente para lhe sustentar.

Sabe por que é que você vai trabalhar até morrer?

Não é por que algum político em Brasília decidiu isso. Não é não.

Você vai trabalhar até morrer porque você não tem nem quer ter filhos.

Você vai trabalhar até morrer porque a sua irmã e o seu irmão não querem ter filhos. Aliás, você sequer ter irmãos?

Você vai trabalhar até morrer porque os seus primos não querem ter filhos.

Você vai trabalhar até morrer porque as suas primas não querem ter filhos. Ou talvez queiram ter apenas um filho.

Aliás, você sequer tem primos e primas? Quantos?

Você vai trabalhar até morrer porque os seus amigos da escola não querem ter filhos. Porque os poucos dos seus amigos que têm (ou querem ter) filhos têm apenas um único filho, pois, sabe como é, né? Isso dá muito trabalho.

Você vai trabalhar até morrer porque metade dos seus colegas da faculdade não quer ter nenhum filho; e a outra metade quer ter apenas um filho.

Você vai trabalhar até morrer porque a maioria das pessoas que você conhece é filho único ou tem um único irmão.

Você vai trabalhar até morrer porque todas as pessoas que você conhece com dez anos a mais do que você não têm filhos ou têm apenas um filho.

Você vai trabalhar até morrer porque, quando você for velho, não haverá jovens suficientes para sustentar você e todos os outros idosos que deveriam descansar.

Você vai trabalhar até morrer por ser vítima de uma ideologia idiota, criada há noventa anos por sociopatas e psicopatas, e que é repetida todos os dias na mídia, na academia e nas esquinas, que diz que ter filhos é a pior coisa do mundo, a coisa mais cara do mundo, a coisa mais odiosa do mundo.

Eis a punição para uma sociedade que tentou inverter e renegar o dado mais básico da natureza humana.

Uma sociedade sem filhos não é uma grande festa com uma multidão de jovens independentes, bem resolvidos, livres para curtir e aproveitar a vida sem os terríveis pesos que as crianças trazem.

Uma sociedade sem filhos é uma multidão de idosos senis, sozinhos, abandonados, tristes, que não têm apoio de suas famílias, pois elas não existem, que precisam continuar trabalhando para não morrer de fome, pois não há jovens suficientes para movimentar a economia, para cuidar dos idosos, para doar para a caridade, para pagar os impostos e para contribuir para a sua previdência.

Contra isso, não adianta fazer paralisação, não adianta fazer manifestação, não adianta gritar palavras de ordens. Não adianta trocar Dilma (que prometeu aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos) por Temer (que prometeu aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos) ou por Lula (que aumentou a idade de aposentadoria no primeiro ano de seu governo, obrigou aposentados a continuar pagando INSS e privatizou parte da previdência pública).

Sua raivinha nunca poderá mudar as regras da matemática. Seu político ou partido favorito também não poderão mudar as regras da matemática.

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