Recomendações de livros sobre Estruturalismo Lingüístico

1) DUCROT, Oswald. Estruturalismo e Lingüística. São Paulo: Cultrix, 1970.

Tem na Biblioteca Central da UFBA. Chamada: 81-116 D843 (BURMC).

Estruturalismo e lingüística.

 

2) LUCCHESI, Dante. Sistema, mudança e linguagem. Lisboa: Colibri, 1998.

Também existe uma edição brasileira pela editora Parábola.

O livro faz um percurso do tratamento da mudança lingüística do estruturalismo à sociolingüística e pode ser considerado um aprofundamento nas duas teorias.

Tem na Biblioteca Central da UFBA. Chamada: 801 L934 (BURMC) e 81’1 L934 (BURMC).

      

 

3) GUINSBURG, Jacó. Circulo linguistico de Praga. São Paulo, SP : Perspectiva, 1978.

Tem na Biblioteca Central da UFBA. Chamada: 801 C578 (BURMC).

 

Recomendações: livros sobre semântica

Para os interessados em materiais adicionais sobre teorias semânticas, segue uma lista de recomendações iniciais. (Esta é uma lista prévia. Irei complementá-la, primeiramente acrescentando um breve comentário sobre o conteúdo de cada obra).

1) MANUAL DE SEMÂNTICA: noções básicas e exercícios. (Márcia Cançado)

Ver na: Amazon | Livraria Cultura.

2) SEMÂNTICA. (Genaro Chierchia).

Ver na: Amazon.

3) SEMÂNTICA, SEMÂNTICAS: uma introdução. (organizado por Celso Ferrarezi Junior, Renato Basso)

Ver na: Amazon | Livraria Cultura.

4) SEMÂNTICA FORMAL. (organizado por Ana Müller, Esmeralda Negrão e Maria José Foltran)

Ver na: Amazon.

5) MANUAL DE SEMÂNTICA. (Luciano Amaral)

Ver na Amazon | Livraria Cultura.

Sabe por que você vai trabalhar até morrer?

Se você é jovem hoje, vai ter que trabalhar até 65 anos, 70 anos, 75 anos ou mais, sem nenhuma garantia de que receberá aposentadoria ou que, se receber, ela será suficiente para lhe sustentar.

Sabe por que é que você vai trabalhar até morrer?

Não é por que algum político em Brasília decidiu isso. Não é não.

Você vai trabalhar até morrer porque você não tem nem quer ter filhos.

Você vai trabalhar até morrer porque a sua irmã e o seu irmão não querem ter filhos. Aliás, você sequer ter irmãos?

Você vai trabalhar até morrer porque os seus primos não querem ter filhos.

Você vai trabalhar até morrer porque as suas primas não querem ter filhos. Ou talvez queiram ter apenas um filho.

Aliás, você sequer tem primos e primas? Quantos?

Você vai trabalhar até morrer porque os seus amigos da escola não querem ter filhos. Porque os poucos dos seus amigos que têm (ou querem ter) filhos têm apenas um único filho, pois, sabe como é, né? Isso dá muito trabalho.

Você vai trabalhar até morrer porque metade dos seus colegas da faculdade não quer ter nenhum filho; e a outra metade quer ter apenas um filho.

Você vai trabalhar até morrer porque a maioria das pessoas que você conhece é filho único ou tem um único irmão.

Você vai trabalhar até morrer porque todas as pessoas que você conhece com dez anos a mais do que você não têm filhos ou têm apenas um filho.

Você vai trabalhar até morrer porque, quando você for velho, não haverá jovens suficientes para sustentar você e todos os outros idosos que deveriam descansar.

Você vai trabalhar até morrer por ser vítima de uma ideologia idiota, criada há noventa anos por sociopatas e psicopatas, e que é repetida todos os dias na mídia, na academia e nas esquinas, que diz que ter filhos é a pior coisa do mundo, a coisa mais cara do mundo, a coisa mais odiosa do mundo.

Eis a punição para uma sociedade que tentou inverter e renegar o dado mais básico da natureza humana.

Uma sociedade sem filhos não é uma grande festa com uma multidão de jovens independentes, bem resolvidos, livres para curtir e aproveitar a vida sem os terríveis pesos que as crianças trazem.

Uma sociedade sem filhos é uma multidão de idosos senis, sozinhos, abandonados, tristes, que não têm apoio de suas famílias, pois elas não existem, que precisam continuar trabalhando para não morrer de fome, pois não há jovens suficientes para movimentar a economia, para cuidar dos idosos, para doar para a caridade, para pagar os impostos e para contribuir para a sua previdência.

Contra isso, não adianta fazer paralisação, não adianta fazer manifestação, não adianta gritar palavras de ordens. Não adianta trocar Dilma (que prometeu aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos) por Temer (que prometeu aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos) ou por Lula (que aumentou a idade de aposentadoria no primeiro ano de seu governo, obrigou aposentados a continuar pagando INSS e privatizou parte da previdência pública).

Sua raivinha nunca poderá mudar as regras da matemática. Seu político ou partido favorito também não poderão mudar as regras da matemática.

Recomendação: livros de introdução à fonética e fonologia

Para os interessados em aprender mais descrição fonética e fonológica e em saber mais sobre as diferentes pronúncias do português brasileiro, apresento quatro indicações de livros sobre o assunto:

Iniciação à fonética e à fonologia

Livro de Dinnah Callou e Yonne Leite, dois nomes bastante importantes na lingüística nacional e nos estudos fonético-fonológicos. Publicado em 1990 pela editora Zahar.

Com cinco capítulos e 128 páginas, o livro apresenta uma introdução principais mecanismos de produção dos sons; os conceitos principais da fonologia; os processos fonológicos; um histórico da evolução dos estudos fonéticos e fonológicos antes e depois do estruturalismo; uma descrição do sistema fonológico do português; um perfil dos estudos fonéticos e fonológicos no Brasil; e algumas aplicações desse tipo de estudos a outras áreas.

Sumário

1. O objeto da fonética e da fonologia
2. A evolução dos estudos de fonética e fonologia
3. Descrição fonológica do português
4. O estado atual das pesquisas em fonética e fonologia no Brasil
5. Domínio da fonética e fonologia: duas aplicações
6. Bibliografia comentada
7. Bibliografia geral

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Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios

Livro de Thaís Cristófaro, outra especialista na área, publicado pela editora Contexto. Tem três grandes capítulos. Os dois primeiros dedicados à fonética e à fonologia. O terceiro contém uma descrição de como a fonologia é tratada por vários modelos teóricos diferentes, como o estruturalismo, a teoria gerativa padrão, a teoria da otimalidade, a fonologia lexical etc. Também tem a vantagem de trazer vários exercícios para o treinamento dos leitores.

Sumário:

1. Fonética
2. Fonêmica
– O sistema consonatal do português
– A estrutura silábica
– O sistema vocálico oral
– O acento
3. Modelos fonológicos

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Como falam os brasileiros

O terceiro livro indicado também é de Dinah Callou e Yonne Leite. É um livro de bolso, com 74 páginas, voltado tanto para o estudante iniciante quando para pessoas de outras áreas e leigos em geral. É uma apresentação bem menos técnica, para apresentar características gerais do português brasileiro, especialmente quanto à pronúncia e variação fonética.

Sumário

Introdução
Uma visão geral do Brasil: o mito da homogeneidade
Assumindo a diversidade
O falar carioca no conjunto dos falares brasileiros
Sexo, idade e variação lingüística
Para uma caracterização dos falares brasileiros
A fonética da fala culta
Normas, pluralismo etc
Traçando linhas imaginárias
Voltando ao começo
Cronologia
Referências e fontes
Sugestões de leitura

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Para conhecer: Fonética e fonologia do português

Este é um livro publicado recentemente, em 2015, como parte de uma nova série (“Para conhecer”) da editora Contexto. Os autores são: Izabel Christine Seara, Vanessa Gonzaga Nunes, Cristiane Lazzarotto-Volcão. Ainda não li, portanto não posso fazer comentários. Mas, por ser uma obra bem mais recente que as anteriores, talvez interesse aos estudantes.

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Recomendação: livros de introdução à lingüística

Eu pretendia apresentar uma simples lista com recomendações de livros introdutórios aos estudos lingüísticos, mas achei que seria melhor escrever uma pequena revisão / descrição para ajudar os alunos a escolher por qual deles começar a ler ou comprar.

Nesta primeira postagem, apresento três indicações iniciais. Futuramente, farei outra postagem falando sobre mais livros.

Introdução à lingüística. Volume I: Objetos teóricos.

O livro é organizado pelo prof. dr. José Luiz Fiorin (em dois volumes). Foi publicado em 2003 (pela editora Contexto), mas ainda é extremamente atual como livro introdutório. O primeiro volume conta com um prefácio do organizador e mais dez capítulos escritos por dez autores, todos (na época) pesquisadores da USP, incluindo dois capítulos do próprio Fiorin. O volume é dedicado à apresentação dos recortes dos fenômenos lingüísticos de acordo com as principais perspectivas.

Sumário:

Prefácio (José Luiz Fiorin)Linguagem, língua, Lingüística (Margarida Petter)
A comunicação humana (Diana Pessoa de Barros)
Teoria dos signos (José Luiz Fiorin)
A língua como objeto da Lingüística (Antonio Vicente Pietroforte)
A competência lingüística (Esmeralda Negrão; Ana Scher; Evani Viotti)
A variação lingüística (Ronald Betine)
A mudança lingüística (Paulo Chagas)
A linguagem em uso (José Luiz Fiorin)
A abordagem do texto (Luiz Tatit)
A aquisição da linguagem (Raquel Santos)

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Introdução à lingüística. Volume II: Princípios de análise.

O segundo volume da coleção organizada por Fiorin conta novamente com um prefácio do organizador e mais oito capítulos de treze autores. Os capítulos tratam das principais disciplinas (ou níveis de análise) em que se dividem os estudos lingüísticos: no chamado núcleo duro que trata das formas lingüísticas em si, a fonética, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica; na interação entre linguagem e os elementos extralingüísticos, pragmática e discurso.

Sumário

Prefácio (José Luiz Fiorin)
Fonética (Paulo Chagas de Souza, Raquel Santana Santos)
Fonologia (Paulo Chagas de Souza, Raquel Santana Santos)
Morfologia (Margarida Maria Taddoni Petter)
Sintaxe: explorando a estrutura da sentença (Esmeralda Vailati Negrão, Ana Paula Scher, Evani de Carvalho Viotti)
Semântica Lexical (Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, Ivã Carlos Lopes)
Semântica Formal (Ana Lucia de Paula Müller, Evani de Carvalho Viotti)
Pragmática (José Luiz Fiorin)
Estudos do discurso (Diana Luz Pessoa de Barros)

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Manual de lingüística.

Este livro é bem mais recente que os dois anteriores. Foi publicado em 2011 (também pela Contexto). É organizado pelo prof. dr. Mário Eduardo Martelotta e conta com a colaboração de outros nove pesquisadores. Contém XXX capítulos organizados em três grandes áreas temáticas: i) Lingüística e linguagem, com capítulos sobre os principais conceitos da lingüística geral; ii) Abordagens lingüísticas, com introduções às principais correntes teóricas do século XX e XXI; iii) Aquisição, processamento e ensino.

O livro aborda mais questões do que os livros organizados por Fiorin. Por outro lado, muitas questões são abordadas de modo bem mais suscinto do que naqueles.

Sumário
Apresentação Mário Eduardo Martelotta

LINGÜÍSTICA E LINGUAGEM
Lingüística (Angélica Furtado da Cunha, Marcos Antonio Costa e Mário Eduardo Martelotta)
Funções da linguagem (Mário Eduardo Martelotta)
Dupla articulação (Mário Eduardo Martelotta)
Conceitos de gramática (Mário Eduardo Martelotta)
Arbitrariedade e iconicidade (Victoria Wilson e Mário Eduardo Martelotta)
Motivações pragmáticas (Victoria Wilson)

ABORDAGENS LINGÜÍSTICAS
Estruturalismo (Marcos Antonio Costa)
Gerativismo (Eduardo Kenedy)
Sociolingüística (Maria Maura Cezario e Sebastião Votre)
Funcionalismo (Angélica Furtado da Cunha)
Lingüística cognitiva (Mário Eduardo Martelotta e Roza Palomanes)
Lingüística textual (Mariangela Rios de Oliveira)

AQUISIÇÃO, PROCESSAMENTO E ENSINO
Aquisição da linguagem (Maria Maura Cezario e Mário Eduardo Martelotta)
Psicolingüística experimental: focalizando o processamento da linguagem (Márcio Martins Leitão)
Lingüística e ensino (Mariangela Rios de Oliveira e Victoria Wilson)

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Fico por aqui por enquanto. Depois farei outras indicações não apenas de introduções gerais, mas também a áreas específicas.

Introdução a Shakespeare (Vídeo)

O aluno de Letras deveria começar o curso já com um profundo conhecimento de literatura brasileira e universal, para, então, deparar-se com estudos e teorias acadêmicas sobre as obras. Não é o que acontece. A esmagadora maioria de nós chega à universidade tendo pouquíssimas leituras.

E, durante o curso, apesar do acesso a uma grande biblioteca, muitas vezes, é extremamente difícil superar o atraso, devido à grande quantidade de leituras teóricas e à falta de tempo. E isto é muito ruim, pois muita teoria literária acadêmica jogada sobre uma mente com pouca cultura literária não ajuda a desenvolver a inteligência dos alunos, mas sim a prejudicá-la, enchendo-o de vícios e idéias pré-concebidas.

Quanto a Shakespeare, eu me lembro que aproveitei um pouco da biblioteca da UFBA no primeiro semestre do curso, lendo algumas obras como Hamlet, Romeu e Julieta, MacBeth, Othelo (meu preferido), Muito barulho por nada, Sonhos de uma noite de verão… que, infelizmente, eu deveria ter lido no primeiro e segundo grau, mas não o pude fazê-lo. Mas logo em seguida praticamente não pude ler mais nada. E ainda hoje estou tentando suprir esta deficiência.

Aos interessados em Shakespeare, recomendo o vídeo abaixo, de uma aula do professor Eduardo Dipp, ministrada em 15 de julho de 2013 no então chamado Instituto Landmark, como uma introdução à obra do dramaturgo inglês. Vocês podem perceber que a palestra é muito mais centrada na obra em si e no que ela tem a nos dizer do que em teorias literárias.