Como a universidade pode transformar você em um retardado mental

Leiam a matéria abaixo!:

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Isso resume perfeitamente o ódio que os movimentos supostamente “progressistas” têm contra o conhecimento. Resume perfeitamente o quanto o “progressismo” quer negar a vocês acesso ao conhecimento e à informação ao mesmo tempo em que lhes engana, oferecendo-lhes em substituição um papel pintado chamado de “diploma”.

Esses movimentos não querem que vocês amadureçam, que ampliem seus horizontes de consciência, que vocês se tornem pessoas mais autônomas e centradas. Querem infantilizá-los. Querem transformá-los em autômatos, que respondem de modo pré-programado aos estímulos e às palavras de ordem dos grupos de pressão. É por isso que eles usam da técnica da estimulação contraditória, utilizando discursos “contra o preconceito” toda vez que querem estimular o preconceito, o ódio, o rancor, a censura, a perseguição ao diferente.

Notem que os militantes imbecilizados pelo “progressismo” não querem enriquecer seus horizontes pelo estudo e confronto da sua tradição cultural com filósofos de outras civilizações (o que é uma obrigação para todo estudioso sério!). Eles não querem confrontar Aristóteles com Confúcio. Não querem examinar Platão e Avicena. Eles só querem promover o ódio a uma suposta “filosofia branca” (como se Platão e Descartes fossem a mesma coisa). Eles querem apenas jogar fora a herança cultural que receberam (será que receberam?), como um herdeiro mimado que dissipa todo o patrimônio dos pais em bebidas e drogas.

A universidade pode ser um lugar para vocês adquirem conhecimento, mas apenas se forem fortes e decididos o bastante para ignorar todas as idiotices que hoje tentam transformar a academia em uma boca de fumo.

P.S.: Não, esses militantes infantilizados não estão exigindo a inclusão de autores africanos e asiáticos nos seus estudos. Estes já estão incluídos. As universidades britânicas têm os maiores centros de estudos afro-orientais do mundo. As universidades britânicas CRIARAM os chamados estudos afro-orientais.

O objetivo da luta contra a “cultura do estupro” é…

O Brasil é um país em que a esmagadora maioria da população comemora quando um estuprador é trucidado na cadeia. Então, por que os intelectuais mentem dizendo que há aqui uma “cultura do estupro”?

O Brasil é um país em que a esmagadora maioria da população tem vontade de arrancar o pênis de estupradores. Então, por que os intelectuais mentem dizendo que há aqui uma “cultura do estupro”?

O Brasil é um país em que a esmagadora maioria da população torce para que a polícia e os outros bandidos espanquem um estuprador preso. Então, por que os intelectuais mentem dizendo que há aqui uma “cultura do estupro”?

Os objetivos da campanha contra a “cultura do estupro” são simples:

1) Aumentar o número de estupros.
2) Emburrecer as pessoas.
3) Aumentar o número de estupros.
4) Inviabilizar ao máximo as possibilidades de as mulheres se defenderem efetivamente contra estupradores.
5) Aumentar o número de estupros.
6) Dificultar ao máximo as punições aos verdadeiros estupradores.
7) Aumentar o número de estupros.
8) Colocar a culpa sobre os estupros em todas as pessoas que jamais estupraram alguém.
9) Aumentar o número de estupros.
10) Impedir ao máximo o livre debate sobre o problema da violência na sociedade.

Ah, eu quase ia esquecendo:
11) E aumentar o número de estupros.

Não se esqueçam: depois de décadas seguindo as opiniões iluminadas dos mesmos que agora inventaram que há no país “cultura do estupro”, quais foram os resultados? A criminalidade no Brasil só fez se multiplicar, ao ponto de que hoje somos simplesmente o país mais assassino do planeta Terra. Pelos seus frutos os conhecereis.

 

 

Contra o Ciência Sem Fronteiras

Muito mais útil do que o Ciência Sem Fronteiras seria o Brasil trazer mais professores e cientistas estrangeiros para ensinar em nossas universidades.

Enviar alunos para fazer graduação no exterior é caro e beneficia os poucos alunos contemplados. Alunos que não necessariamente se tornarão cientistas e professores universitários, a beneficiar outros graduandos. Trazer cientistas estrangeiros para cá, por outro lado, beneficia todos os estudantes a quem eles darão aula, todos os bolsistas que eles orientarão e todos os pesquisadores com quem eles irão interagir em pesquisas e eventos acadêmicos.

Os Estados Unidos não se tornaram a maior potência científica do mundo enviando, com o dinheiro público, seus estudantes de graduação para passar doze meses em universidades de outros países. Tornaram-se a maior potência científica do mundo buscando os melhores cientistas dos outros países para trabalhar na América e formar mais cientistas na América.

Em um país que está quebrado por causa do cinismo e irresponsabilidade calculada de seus governantes, que torraram o dinheiro público alegremente para comprar o apoio e o voto da academia, dos sindicatos e dos bilionários, o fim do programa Ciência Sem Fronteiras não é algo tão ruim assim. O que é efetivamente ruim é que, no futuro, irão tentar ressuscitá-lo — em troca de votos.

Celebridades, casamento e felicidade

Um celebridade de Hollywood dizendo que não precisa casar e ter filhos para ser feliz e reclamando contra esse pensamento retrógrado dos outros é uma piada duplamente divertida.

Primeiro, porque essa não é uma crença tradicional, mas moderna. Foi a modernidade que inventou a ideia de que as pessoas se casam para serem felizes; têm filhos para serem felizes. Os antigos não pensavam assim. Os pagãos, provavelmente, pensavam que as pessoas se casavam e tinham filhos para se tornarem adultos. Já os cristãos deviam pensar que as pessoas casam e tinham filhos para tentar tornar os outros (o cônjuge, os filhos) felizes. Não se tratava de uma fonte de felicidade, mas de uma fonte de experiências humanas e desafios.

Segundo, porque quem espalhou na sociedade essa crença da felicidade como o propósito do casamento e da paternidade/maternidade foram em grande parte os artistas, os atores, o teatro, os filmes, as séries de TV, as… celebridades de Hollywood.

Eis o drama moderno, em que essa crença no colocou: a época da história humana em que mais se buscou reduzir o casamento e os filhos a uma fonte de felicidade — ignorando o dever moral associado a estes — é justamente a época em que as pessoas passaram a sentir o casamento e os filhos como fonte de infelicidade, como algo inútil e sem sentido, que deve ser evitado a todo custo. A modernidade, mais uma vez, dá um tiro em seu próprio pé — e pior: ainda coloca a culpa por suas falhas no passado e na tradição.

Nas palavras de certo filósofo brasileiro, cujo nome não pode ser pronunciado na universidade, mas que tem uma longa experiência de estar certo sobre as coisas: “O casamento não foi feito para a felicidade humana, mas para o amor humano“.

“Não se preocupe com a sexualidade alheia!” — ahn?

Falando sobre respeito ao próximo, um palestrante disse que nós “não devíamos nem saber se outro é gay ou não; isso é problema dele; ninguém tem nada a ver com isso. Aliás, como é que você sabe se a pessoa é gay ou não – você dormiu com ela?!“.

Eu queria concordar totalmente com isso. Eu queria muito mesmo concordar com essa fala. Só que eu não conheço uma única pessoa que saia por aí perguntando, indiscriminadamente, às pessoas sobre suas preferências sexuais. Você conhece alguém? Mais do que isso: você conhece alguma pessoa  “ultrapassada” ou “intolerante” que faça isso? Ao contrário: as pessoas consideradas caretas e ultrapassadas são justamente as que menos perguntam ou contam às outras sobre práticas sexuais — quando não silenciam totalmente sobre elas.

Conheci, porém, muita, muita gente (gay e hétero) que saía contando tudo sobre suas vidas sexuais a quem jamais havia perguntado coisa alguma. Também conheci muita gente cujo passatempo favorito era passar o dia falando sobre e/ou imaginando os detalhes sobre a vida sexual de terceiros. Interessantemente, algumas das pessoas que faziam isso são justamente as que hoje tentam se passar por legais e tolerantes e maravilhosas, repetindo esse tipo de slogan sobre supostamente respeitar a sexualidade alheia.

Por que as pessoas mais obcecadas pela sexualidade alheia são justamente as que mais apontam o dedo acusatório aos outros, condenando-os como “intrometidos na vida sexual dos outros” por comentários que muitas vezes são apenas genéricos? Eu respondo:  é apenas uma questão de ego e de auto-engano. É uma tentativa de inflar seu próprio ego, posando de legal e tolerante, posando de cool e moderninho, às custas de pintar os outros como supostos monstros, por comparação.

Educação clássica x escola moderna

No vídeo abaixo, o professor Rafael Falcón (mestre pela USP) fala sobre as características e os ideais da educação clássica e sobre o distanciamento da escola moderna em relação a esses ideais.

É uma apresentação interessante, inclusive porque foge totalmente da visão simplista que conhecemos de oposição entre uma “educação tradicional” versus “educação moderna”. Pela palestra (que não trata disso, na verdade), dá para perceber que o que chamamos hoje de “educação tradicional” não é tão tradicional assim, mas está muito mais próximo da modernidade do que se imagina.

 

Sobre os assaltos constantes na UFBA

Ultimamente, os assaltos a estudantes têm sido ainda mais freqüentes nas redondezas da UFBA. Já fui assaltado mais de uma vez e sei qual é o sentimento das vítimas.

Nestas horas, peço que vocês reflitam sobre a culpa dos intelectuais nessa situação. Quantas vezes, ao longo da vida, vocês ouviram seres iluminados, na escola, no cursinho pré-vestibular, na universidade, nos grêmios estudantis, na televisão, nos jornais, apregoarem que a criminalidade não deve ser punida? Que a verdadeira culpa em um assalto é do assaltado, por estar “ostentando suas posses” (cf. aqui um exemplo), por simplesmente estar com um celular no bolso?

Quantas vezes vocês ouviram que não devemos prender os criminosos, que não devemos sequer impedir os crimes através de policiamento, pois isso é “oprimir os pobres”? Pergunto: quando você está no ponto de ônibus e é assaltado por ladrões em um carro, com pistolas de 3 mil reais, quem é o pobre? Você, com medo no ponto de ônibus, agora, é um bilionário “que explora o proletariado”?

Quantas vocês vocês ouviram que “a solução para a criminalidade é investir em educação“? Sim, existe uma parcela da criminalidade que pode ser reduzida através de investimentos em educação, mas não toda a criminalidade, pois as pessoas são diferentes entre si e os que aderem ao crime o fazem por motivos diferentes. Além do mais, se vivêssemos em uma sociedade em que não há gastos com educação, isso até poderia ser verdade. Mas não é. Só o orçamento da UFBA ultrapassa 1 bilhão e 300 milhões de reais. Em que isso diminuiu os assaltos ao redor da UFBA?

As pessoas gostam de recitar o slogan “o governo não investe em educação” para explicar os males do país, mas os governos (federal, estaduais e municipais) gastam bilhões de reais em educação, há décadas. E a criminalidade só aumenta, ao invés de diminuir! Você não acha que há alguma coisa de errada com o slogan “a solução é investir em educação“?

Os males do mundo, incluindo a criminalidade, têm causas diversas. Em alguns lugares, pode haver crimes por pouco investimento em educação. Mas no Brasil não! A criminalidade que aumenta exponencialmente no Brasil tem outras causas:

1) O fato de você estar completamente indefeso! O governo tirou das pessoas o seu direito básico, inalienável, milenar, de poder se defender, alegando que o Estatuto do Desarmamento iria diminuir a criminalidade e reduzir o número de crianças “mortas em acidentes”. A criminalidade disparou, o número de acidentes continua o mesmo (afinal, são acidentes, pô!) e o número de mortes, inclusive de crianças, duplicou ou triplicou em algumas regiões, como no Nordeste (justamente a região mais desarmada…). Ninguém precisa, pessoalmente, possuir uma arma para estar seguro, mas o simples fato de que as pessoas não sejam proibidas de ter armas já faz com que os criminosos migrem para crimes menos violentos, sem que as pessoas precisem efetivamente reagir a assaltos.

2) Uma cultura intelectual que justifica e embeleza o crime enquanto criminaliza os cidadãos. Há décadas os intelectuais, nas escolas, universidades e na imprensa, justificam o crime, elevam o crime à categoria de luta política e colocam a culpa da criminalidade ou nas próprias vítimas ou em abstrações como “a sociedade”, “o capitalismo”, “a desigualdade”. Tudo isso é falso. Década após década a pobreza diminui no Brasil, mas a criminalidade aumenta. Países com muito mais pobreza do que o nosso têm criminalidade muito, muito, muito menor.

3) Uma cultura intelectual que criminaliza e hostiliza a polícia. Existe uma diferença enorme entre haver instrumentos legais para punir abusos de policiais e fomentar, continuamente, uma mentira de que a polícia mata pobres e negros por mero gosto. Os nossos policiais (os bons e os ruins, os honestos e os desonestos) são pobres; são, em sua maioria, esmagadoramente pardos e negros. As acusações de “genocídio do povo negro” lançadas contra a polícia não têm o objetivo de salvar vidas de pobres e negros; estes continuam a ser assassinados todos os dias pelos marginais e bandidos. As acusações servem apenas para atiçar ainda mais ou bandidos, colocar a população contra a polícia, colocar os policiais na defensiva. Enquanto isso, é você que morre de medo de andar do ponto de ônibus até a sua casa.

Há outras causas para o aumento exponencial da criminalidade no Brasil? Provavelmente. A disseminação das drogas (que também recebe uma ajudinha de uma cultura intelectual que fomenta o fenômeno) é um delas. Mas essas três estão entre as principais.

Não se iludam: movimentos políticos revolucionários, destes que querem chegar ou se manter no poder “para mudar o mundo”, precisam de insegurança e instabilidade na sociedade. Eles lucram quando a população não se sente segura, pois isso fomenta justamente os sentimentos de que eles se aproveitam para prosperar politicamente. Nenhum movimento político revolucionário lucra com uma sociedade tranquila, em que você possa andar na rua a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada, sem morrer de medo.