Minicurso: Teoria da Gramática e Dialetologia: uma Introdução

TÍTULO: “Teoria da Gramática e Dialetologia: uma Introdução”.

RESUMO

O minicurso trata da interação entre o arcabouço teórico da gramática gerativa, compreendida como uma teoria das gramáticas das línguas humanas, e as ciências da variação linguística, a dialetologia e a sociolinguística. O modelo de Princípios e Parâmetros permitiu uma interação frutífera do programa de pesquisas gerativista com outras áreas da linguística, como a aquisição da linguagem e as pesquisas histórico-descritivas sobre variação e mudança (cf. DUARTE, 2005; GALVES, 1995). No Brasil, a interação entre gramática gerativa e sociolinguística, conhecida como Sociolinguística Paramétrica, tem sido bastante produtiva. Menos difundidos são os desenvolvimentos da perspectiva microparamétrica (cf. KAYNE, 1996), que trouxeram uma ênfase maior na variação sintática entre dialetos aparentados, como forma de testagem empírica dos parâmetros sintáticos. Essa perspectiva tem trazido uma interação entre a teoria sintática e a dialetologia, inclusive através de construção de atlas linguísticos voltados especificamente para as diferenças sintáticas (cf. BENINCÀ & POLETTO, 2007; BARBIERS et al, 2007; CERUDO, 2015).

SUGESTÕES DE LEITURAS PRÉVIAS:

QUANDO:  De 12 a 14 de setembro de 2018, durante o VI Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística, na Universidade Federal da Bahia.

 

Língua e revolução: a linguagem do nazismo segundo Victor Klemperer

Título: “Língua e revolução: a linguagem do nazismo segundo Victor Klemperer“.

O objetivo é apresentar e discutir os pontos principais da obra “LTI – A linguagem do Terceiro Reich”, do filólogo Capa do livro judeu (convertido ao cristianismo) Victor Klemperer (publicada originalmente em 1947), que descreveu vários aspectos do uso da linguagem na Alemanha durante a ascensão e domínio do Partido Nacional-Socialista. Klemperer aponta a chamada LTI se caracteriza pela pobreza, repetição, monotonia e auto-limitação; que se constitui pela apropriação e mudança do significado de palavras alemães e estrangeiras pré-existentes. Klemperer mostra como essa linguagem formatou o pensamento da sociedade alemã, entrando no linguajar mesmo dos inimigos e das vítimas do nacional-socialismo, que também reproduziam os estereótipos produzidos por ela.

Advertência: Este minicurso não é um manual passo a passo para se identificar “linguagem nazista”; não é um tutorial sobre como patrulhar a fala das outras pessoas para acusá-las de nazismo; não é uma vacina mecânica e automática para tornar você magicamente imune à manipulação pela linguagem.

Arquivos da apresentação: em power point.

Quando: 17 e 18 de maio de 2016; 2030-22 h, durante o SePesq 2016 (Seminário Estudantil de Pesquisa do Instituto de Letras da UFBA).

15 anos de “Preconceito lingüístico”: uma avaliação crítica

Mini-curso: 15 anos de “Preconceito linguístico”: uma avaliação crítica.
MinistradorRerisson Cavalcante de Araújo
Ementa do curso:
O livro “Preconceito linguístico”, de Marcos Bagno, completa em 2014 quinze anos de publicação como um claro sucesso editorial. Apesar de voltado para o público leigo, tornou-se leitura quase obrigatória nas áreas de Letras e Pedagogia, influenciando a visão de dezenas de milhares de futuros professores. Tamanho sucesso clama por uma avaliação crítica do conteúdo do livro. Este mini-curso tem esse objetivo. Não se trata de uma exposição das idéias (já conhecidas), mas de uma avaliação de erros e acertos, com destaque para problemas causados por simplificações, contradições e equívocos com relação aos quais todo leitor deveria estar atento.
Evento/Datas: 11 e 12 de dezembro de 2014, como parte da programação do SEPESQ – Seminário Estudantil de Pesquisa em Letras (Instituto de Letras da UFBA).
Hora: 13-15 horas.               Local: PAF 3 (sala 303).
Inscrições através do site: http://www.sepesq2014.ufba.br/
Material do curso:
Handout/roteiro do 1º dia (atualizado)
– Handout/roteiro do 2º dia (aguarde)

Sintaxe e semântica dos nominais nus do PB


Mini-curso: Sintaxe e semântica dos nominais nus do português brasileiro.
Ministrador: Leonor Simioni (doutora em Linguística pela USP, professora da UNIPAMPA).
Descrição: O curso tem o objetivo de discutir as propriedades sintáticas e semânticas (e, em menor grau, prosódicas) de sintagmas nominais “nus” (bare nominals), com foco nos singulares nus do português brasileiro.
Datas: de 22 a 24 de abril.
Hora: 14-17 horas.
Local: Instituto de Letras (sala Labimagem).
Inscrições através do email: linguisticaufba@gmail.com
Programa do curso:
1. Raízes históricas do debate.
2. Sintaxe e semântica dos plurais nus nas línguas românicas e no inglês.
3. Análises clássicas do fenômeno: Carlson (1977), Heim (1982), Diesing (1992) dentre outros.
4. Nominais nus no PB.
4.1. Características sintáticas e semânticas do singular nu no PB: importância e controvérsias.
4.2. Viabilidade das análises clássicas ao PB.
4.3. Propostas mais recentes.
4.4. Novas linhas de investigação (análise prosódica, análise de aspectos de concordância, etc)

Textos recomendados:

1. DELFITTO, Denis. Bare Plurals. In: EVERAERT, Martin; van RIEMSDIJK, Henk. (ed).The Blackwell Companion to Syntax.
(neste arquivo de pdf, é o capítulo 8, que começa na página 189 e vai até 223).

2. MÜLLER, Ana. A expressão da genericidade no português do BrasilRevista Letras, Curitiba, n. 55, p. 153-165, jan./jun. 2001. Editora da UFPR.
(pdf aqui)

3. MÜLLER, Ana. Sentenças genericamente quantificadas e expressões de referência a espécies no português brasileiro. Cadernos de Estudos Linguísticos, 39, p. 131-148, jul/dez, 2000.
(pdf aqui)

4. DOBROVIE-SORIN, Carmen; OLIVEIRA, Roberta Pires de. Reference to Kinds in Brazilian Portuguese: Definite Singulars vs. Bare Singulars. Grønn, Atle (ed.):Proceedings of SuB12, Oslo: ILOS 2008.
(pdf aqui)

Handouts / Materiais utilizados nas aulas do curso: 
Primeiro handout: Generacidade: aqui.
Segundo handout: Raízes históricas do debate: aqui.
Terceiro handout: Nominais nus em inglês e nas línguas românicas: aqui.
Quarto handout: O singular nu do português brasileiro: aqui.